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O Liceu de Braga foi criado por Passos Manuel, em 1836, reinava D. Maria II, por decreto de 17 de Novembro que, no âmbito da Reforma da Instrução Pública preconizada pela política setembrista, criava um Liceu Nacional em cada capital de Distrito, na metrópole, mais quatro na ilhas adjacentes.
Dificuldades do tempo permitiram que, apenas em 1848, o Liceu de Braga entrasse em funcionamento.


Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra (1481?), fez os estudos secundários em Santa Cruz de Coimbra e frequentou e deu aulas na Universidade de Lisboa.
Ligado à nobreza, é acolhido na corte, onde os nobres ocupavam parte do seu tempo fazendo poesias de ocasião. Alguns desses poemas foram reunidos numa colectânea por Garcia Resende, o "Cancioneiro Geral", publicado em 1516. Entre os bons poetas desse período, contam-se Gil Vicente, Bernardim Ribeiro e Sá de Miranda.
Mas Francisco de Sá de Miranda não era homem que se acomodasse à rotina lisboeta. Na Itália, havia começado, no século XIV, o Renascimento. Não admira que tenha seduzido o poeta Sá de Miranda, que por lá andou, talvez entre 1521 e 1526, convivendo com os espíritos mais cultos da época.
De regresso de Itália, Sá de Miranda parte para o Minho. Casa com D. Briolanja de Azevedo e vai viver para Duas Igrejas, freguesia do então concelho de Penela e hoje de Vila Verde e depois na quinta da Tapada, no actual concelho de Amares.
Actualmente a Escola encontra-se num processo de profunda transformação na organização da administração e gestão introduzida por um novo regime de Autonomia, Administração e Gestão. Trata-se de alterações profundas que nos permitem considerar que estamos perante as maiores transformações vividas no sistema educativo desde a restauração da democracia em Abril de 1974

Durante o Estado Novo, o edifício foi aumentado para responder à crescente afluência de alunos vindos de toda a região Norte e o Liceu reforçou a sua afirmação como um dos maiores Liceus Nacionais. A comprovar está o facto de, na actualidade, muitos serem os vultos, incluindo relevantes figuras nacionais, que passaram pelas carteiras do Sá de Miranda
As actuais instalações tinham sido um colégio da Congregação do Espírito Santo até à implantação da República, altura em que essa congregação foi expulsa do país e foram nacionalizados os seus bens.
Dez anos depois da mudança de regime o antigo colégio foi considerado um local adequado para a instalação do Liceu, o que veio a confirmar-se no ano lectivo de 1921/22
Porém entre 1840 e 1845 as aulas do Liceu já funcionaram em espaços do Seminário de S. Pedro situado no Campo da Vinha, graças à intervenção do arcebispo D. Pedro Paulo Figueiredo da Cunha e Melo que cedeu temporariamente aquelas instalações.
Por carta de lei de 13 de Julho de 1841, o convento da extinta congregação do Oratório, no campo de Santana, actual Avenida Central, foi destinado para sede do Liceu Nacional de Braga que aí passou a funcionar a partir de 11 de Julho de 1845 até ao ano lectivo de 1921-22.
É nesta data que começa verdadeiramente a história do Liceu.
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